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O legado olímpico que importa

Maurício Barros


Mesmo em condições totalmente atípicas, os Jogos Olímpicos de Tóquio já começaram. Agora, não tem volta: vamos até o fim. Veremos, nessas duas semanas, coisas nunca vistas antes, como ginásios e estádios vazios, atletas distantes entre si no pódio e recolhendo, eles próprios, as medalhas para colocar no pescoço. Mas veremos, também, histórias que se repetem de quatro em quatro anos – neste caso, cinco: conquistas emocionantes, lágrimas de vitória e derrota, heróis e vilões.

Não há como passar impune a uma Olimpíada. E eu convido você a assistir às competições no BandSports, canal onde trabalho. Estarei todas as tardes, das 14h30 às 17h, à frente do programa Maratona, que apresento com a jornalista Kalinka Schutel.

Creio que o maior ativo de uma Olimpíada para a humanidade seja despertar o interesse pelo esporte. Os Jogos são uma demonstração extraordinária da capacidade lúdica do ser humano. Todo esporte começa com uma brincadeira. Quem levanta mais peso? Quem corre mais rápido até aquela árvore? Quem acerta esse objeto naquele cesto?

O esporte de alto rendimento não é, necessariamente, sinônimo de Saúde. Atletas de ponta submetem seus corpos a esforços extremos, e precisam conviver com as consequências para o resto da vida. Mas, para nós, simples “mortais”, a prática regular de esportes, dentro dos limites de cada indivíduo, é essencial para uma vida saudável.

Precisamos, portanto, aproveitar esse pico de interesse que os Jogos despertam para estimular a prática esportiva, principalmente entre as crianças. O cardápio de modalidades é enorme, e é essencial que cada pessoa encontre uma que lhe traga prazer. O exercício físico não precisa ser chato – muito pelo contrário.