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Somos hiperestimulados pelas redes sociais, que consomem nossa energia de forma inútil.

Dr Pablo Vinicius


Vivemos a Era da Burrice. Quando falo de burrice, afirmo que estamos vivendo muito aquém de nosso verdadeiro potencial. É como se fôssemos uma Ferrari andando com o motor de um fusquinha!

Pessoas que na verdade estão sentindo desconfortos emocionais estão indo atrás de remédios para dar conta de uma vida sem propósito., valorizando o que é superficial, em busca apenas do que pode ser divertido, efêmero, raso.

Desde criança, vemos os seres humanos sendo empurrados para esse precipício: são condicionados a fazer o que não gostam, em um modelo escolar ultrapassado em que ninguém descobre a que veio ao mundo. O estímulo? Decorar coisas.

É por isso que vemos uma epidemia de suicídios entre jovens dos 13 aos 20 anos de idade. Nunca na história houve um índice tão alto de suicídios nessa faixa etária em todo o mundo. Muitas pessoas simplesmente não estão encontrando o sentido da vida.

Vejo mães em meu consultório dizendo que as crianças não estão interessadas na escola e a pergunta que faço a cada uma delas é: “será que o problema é a criança ou é a escola?”. Milhares delas tomando anfetamina, a tal droga da obediência, que as mantêm quietas durante os 50 minutos de uma aula enfadonha.

E existe uma mania generalizada de os adultos apontarem as crianças como culpadas quando na verdade o método de ensino está ultrapassado e não os estimula, não dialoga com essa nova geração. Por isso, eu pergunto: castrar as nossas crianças de sua criatividade, inquietação e imaginação é a solução para o futuro? Colocar anestésico numa criança para que ela fique cinco horas sentada diante da lousa ou do computador?

Isso é aceitável na sociedade da Era da Burrice.

Trecho adaptado do livro ANTITARJA PRETA, do Dr Pablo Vinicius