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Você já descobriu o seu lado i?

Empreender é, antes de mais nada, uma mentalidade. É saber encontrar conforto no desconforto. É buscar soluções para perguntas, ainda sem respostas. É um exercício de criatividade e resiliência.


Isso significa que qualquer pessoa pode empreender? Sim, pode, afinal vivemos em um mundo com abundância de informação e conhecimento, ou seja, a parte técnica pode ser aprendida com o tempo, mas o espírito e o comportamento necessários precisam ser inatos ou ativados.

Esse é o lado i – o lado inquieto, inconformado, insatisfeito, inspirador e inovador que temos dentro de nós, pronto para ser ativado.

Durante 25 anos fui um intraempreendedor em grandes multinacionais, liderando iniciativas de inovação, transformação digital e novos negócios. Sem um mapa, sempre gostei de usar uma bússola imaginária para reconhecer o Norte e sair explorando e descobrindo os caminhos através do “fazer”.

Nunca encarei o empreendedorismo como um destino ou profissão, mas sim como um estilo de vida, uma mentalidade voltada a exploração, onde estamos sempre na busca do conforto no desconforto.

Repare, como é a vida e a jornada de qualquer inventor, explorador ou inovador. Repleta de falhas, mas com energia de sobra para levantar e tentar outra vez. Empreender, seja dentro ou fora da empresa, portanto é uma escolha não óbvia, mas que leva a um aprendizado exponencial.

Há 3 anos decidi deixar o conforto das empresas, buscando o desconforto de uma transformação em minha própria carreira profissional. Fui rumo ao empreendedorismo. Sabe aquele ditado popular “está com medo? Vai com medo mesmo.”

Hoje em dia, uma das perguntas que mais me fazem é sobre qual a maior diferença entre ser um intraempreendedor e um empreendedor.

São duas, na minha experiência: enquanto o intraempreendedor tem acesso a muitos recursos, mas tem liberdade de ação limitado por processos e políticas organizacionais, o empreendedor vive o exato oposto, com muita liberdade de ação, porém com escassez de recursos.

E, acredite, a escassez é uma grande professora, pois ela nos obriga a fazer escolhas duras e a operar em colaboração. A agilidade e a criatividade das startups vêm muito dessa escassez de recursos humanos e materiais.

Mas, viver em abundância também traz seus desafios, acredite. Numa empresa estruturada existe uma competição grande disputando recursos e poder. Formam-se alianças de interesses, silos e brigas pelo protagonismo e ascensão profissional.